MÁGICA EM TEMPOS DE GUERRA (PARTE I)

Extraído do portal UOL

Autor: Thiago Chaves-Scarelli

CIA ENSINOU TRUQUES DE MÁGICA AOS SEUS AGENTES DURANTE A GUERRA FRIA

Precisa colocar uma pílula secreta na bebida de um chefe de Estado sem ser percebido? O truque é agir com movimentos calmos, distraindo seu alvo com outra ação espontânea, em um cenário preparado com antecedência. Ou seja, da mesma maneira que um mágico enganaria sua plateia.

Precisa envenenar alguém? Mão esquerda abaixada para a ação, imediatamente após o fósforo ser riscado e distrair alvo.

Esse é o espírito das lições que foram passadas aos agentes secretos norte-americanos pelo ilusionista profissional John Mulholland, em um “manual” ultrassecreto escrito a pedido do governo dos EUA no auge da Guerra Fria – e que agora, seis décadas depois, foi divulgado por pesquisadores norte-americanos.

“CIA – Manual Oficial de Truques e Espionagem” (Lua de Papel, R$ 34,90), publicado no Brasil este mês, é o resultado da pesquisa dos especialistas H. Keith Melton e Robert Wallace, responsáveis por encontrar a única cópia de que se tem notícia destes textos.

Capa do livro "CIA - Manual Oficial de Truques e Espionagem" (Ed. Lua de Papel).

Fim do “jogo limpo”

O livro conta que durante a década de 1950, o acirramento da tensão entre os americanos e a União Soviética levou os EUA a revisarem os procedimentos de sua recém-criada agência de inteligência.

“Se os Estados Unidos quiserem sobreviver, os sagrados conceitos norte-americanos de ‘jogo limpo’ devem ser reconsiderados. Devemos aprender a subverter, sabotar e destruir nossos inimigos mediante métodos mais engenhosos, mais sofisticados e mais eficazes do que aqueles utilizados contra nós”, defendia um relatório militar entregue ao presidente Dwight D. Eisenhower em 1954.

Os EUA se sentiam ameaçados por uma potência soviética que não hesitava em matar lideranças políticas e perseguir civis quando era conveniente. Em resposta, aplicou uma postura ofensiva. “As ações clandestinas da CIA se expandiram da Europa para Oriente Médio, África, América Latina e Extremo Oriente”, contam os autores.

Essa expansão coincide com o desenvolvimento do MKULTRA, um dos programas mais delicados da Guerra Fria, que acabou englobando 149 subprojetos e se manteve como um dos segredos mais bem guardados da CIA por mais de 20 anos.

Pílulas, pós e ilusionismo

O objetivo dessas agências era pesquisar e desenvolver produtos químicos, biológicos e radioativos com efeitos no comportamento – inclusive almejando algum tipo de “controle da mente”. Manipulação e experiência psicofarmacêutica com humanos (nem sempre cientes de sua participação na “pesquisa”) era parte do trabalho, como a CIA reconheceria mais tarde.

Parte dessa pesquisa não levou a conclusões aplicáveis – caso da aplicação monitorada de LSD, por exemplo – e houve inclusive mortes relacionadas a tais experimentos. Mas ao mesmo tempo a CIA começava a ter pós, líquidos e pílulas tóxicas a seu alcance.

Independente de seu propósito final, escrevem os autores, as substâncias químicas da CIA “seriam operacionalmente inúteis se os oficiais de campo não conseguissem aplicá-las de modo velado”.

É nesse momento que o mágico John Mulholland faz sua estreia no mundo da espionagem: sua tarefa era ensinar truques de ilusionismo para os agentes secretos. “Mulholland aceitou US$ 3 mil para escrever o manual e a CIA aprovou a despesa como Subprojeto MKULTRA número quatro, em 4 de maio de 1953”.
“Aplicações operacionais da arte da fraude”

“O objetivo deste trabalho é ensinar o leitor a executar diversas ações de modo secreto e indetectável. Em resumo, aqui estão instruções a respeito de fraudes”, escreve Mulholland no início de seu primeiro manual.

“Qualquer tipo de movimento atrai atenção (…) e a trapaça depende de não chamar a atenção para o método da performance. Os mágicos não utilizam a velocidade em suas ações”, ensina o ilusionista.

Ainda no primeiro capítulo, o mágico busca convencer o leitor a descartar as ideias “falsas” sobre o ilusionismo. “O grande mito a respeito de todas as trapaças é que existe um único segredo que explicará como cada truque é executado”, escreve Mulholland. “O fato é que existem diversas maneiras de se executar essa mágica.”

O livro prossegue com capítulos como “manuseio de pílulas”, “manuseio de pós”, “retirada furtiva de objetos” e “como trabalhar em equipe”. Ao final do volume, os autores compilam também um segundo “manual secreto” do mágico, mais curto, no qual Mulholland se dedica a descrever sinais para reconhecimento entre agentes que trabalham juntos.

Hoje, com toda a parafernália tecnológica à disposição de civis e agentes secretos, as técnicas de Mulholland ainda têm importância? “A tecnologia muda e evolui, pode diferir de cultura para cultura, ainda assim os princípios da trapaça e da fraude são eternos”, afirmou Wallace ao UOL Notícias. “Mulholland teria se deliciado com os ‘truques’ sofisticados que agora são possíveis com o avanço nos materiais, miniaturas e eletrônicos.”

No site da UOL ainda tem uma micro-entrevista com Robert Wallace, co-autor do livro.

De minha parte, vou pesquisar a história do Mullholland e asism que tiver algo, posto aqui.

Amplexos!

O DIA EM QUE HOUDINI DESAFIOU CTHULHU

Muito já foi escrito sobre a vida de Harry Houdini, fora as muitas horas de filmes e documentários. Sua vida inteira é um imenso livro aberto. Porém, há um pedaço da história de Houdini que poucos conhecem. Mas, para falar deste pedaço da biografia do grande escapista, é preciso primeiro falar de seu contemporâneo Howard Philips Lovecraft, carinhosamente chamado de H.P. Lovecraft, o famoso escritor de contos de horror.

Lovecraft foi um escritor de contos de horror, criador do estilo chamado “horror fantástico”. Seu estilo literário, sombrio e envolvente logo lançou-lhe como um dos expoentes do gênero. Além disso, criou uma rica ambientação mesclando lugares reais e imaginários (fazendo com que o leitor por muitas vezes acredite que aquilo é mesmo real), seres fantásticos e muitos mistérios inexplicados.

Foi ele o criador do Necronomicon, um livro todo escrito em sangue sobre pele humana e que supostamente continha os segredos ocultos sobre a morte e sobre os seres antediluvianos, poderosas criaturas alienígenas que reinaram antes dos deuses modernos. Dentre os antediluvianos o mais famoso é sem duvida Cthulhu, um monstro capaz de se comunicar por sonhos e causar terríveis pesadelos.

[não lembro da fonte, :$]
Cthulhu

Mas antes de se tornar um famoso escritor e criar seu rico panteão, Lovecraft fazia a vida trabalhando para a revista “Weird Tales”, uma revista trimestral de contos macabros idealizada por J.C. Henneberger.  Devido a seu estilo de mesclar o real com o fictício, Lovecraft buscava casos reaiscomo inspiração para suas histórias. E naquele ano haveria de escolher um fato bastante curioso: Uma viagem de Houdini ao Egito.

Em uma carta a seu amigo Frank Belknap, datada de fevereiro de 1924, Lovecraft discorre sobre o texto que viria a escrever:

Quando Houdini esteve no Cairo com sua esposa, em uma viagem de lazer e não de negócios, seu guia, um árabe, se envolveu em uma briga de rua com outro árabe. E, de acordo com a tradição local, a luta derradeira iria acontecer naquela noite, no topo da Grande Pirâmide; e o guia de Houdini, sabendo do interesse do mágico por esquisitice, convidou-o para prestigiar o evento noturno. Houdini foi, e viu briga enfadonha seguida por uma mecânica reconciliação.

Havia algo de estranho, e ensaiado, naquilo tudo, e o mágico foi duramente surpreendido quando repentinamente o roteiro todo foi revelado, e Houdini se viu amarrado e amordaçado pelos dois árabes que fingiram brigar. Havia sido tudo armado – os nativos ficaram sabendo que ele era o ”grande mago do ocidente” e estavam determinados a testar os seus poderes em uma terra onde os magos já haviam reinado supremos.

Sem nenhuma cerimônia, os árabes jogaram Houdini por uma abertura no telhado do “Templo dos Faraós (A Tumba de Campbell). Um abismo de quase 9 metros de altura que descia através da cripta banhada pela noite, e que possuía sim uma entrada normal – uma janela para ventilação bem longe do local que Houdini se encontrava – como abertura.

Com uma corda, os árabes desceram Houdini pela morada da escuridão e da morte e ali o deixaram, sem que houvesse qualquer maneira de subir de volta, amarrado e amordaçado entre reis mortos e sem qualquer idéia de como ele acharia a saída. Horas mais tarde, Houdini alcançaria a saída verdadeira, livre de amarras e tremendo até a alma com a terrível experiência pela qual passou, a qual, até hoje ele hesita em falar sobre. Será o meu trabalho inventar o incidente e dar a ele os meus macabros toques.

Mesmo assim, não sei o quão longe eu possa ir, uma vez que, com a amostra da história de Houdini que Henneberger me enviou, eu seja levado a crer que tudo não passa de uma tentativa do mágico de vender essas “munchhausens[mentiras] como sendo uma história real. Ele é extremamente egoísta, isso pode ser notado só de se olhar para ele. Mas, em todo o caso, eu creio que terei que criar alguns fatos chocantes… cavernas subterrâneas inesperadas, uma luz trepidante em meio a corpos embalsamados ou um terrível destino para o guia árabe que buscou assustar o nosso herói.

Em maio daquele ano, a “Weird Tales” publicava o conto “Imprisoned with the Pharaohs”, sob a assinatura de Houdini. No conto Houdini busca descobrir a verdade sobre algum demônio que habitava aquelas ruínas. Como todos os contos de Lovecraft o texto acaba não sendo conclusivo sobre o que realmente havia naquelas ruínas.

Capa da revista "Weird Tales", maio de 1924

Interessante observar a visão que Lovecraft fazia de Houdini: “Ele é extremamente egoísta, isso pode ser notado só de se olhar para ele”. Mesmo assim, precisando de dinheiro e ainda sem uma fama que lhe pudesse por a escolher seus trabalhos, Lovecraft faz o melhor que pode.

Tanto que, à época, este texto foi considerado uma das melhores obras escritas por Lovecraft até então.  Lin Carter, outro famoso escritor de histórias de horror, escreveu a seguinte crítica sobre o texto de H.P.: “O mistério e o romance da antiguidade mexeram profundamente com Lovecraft, e a glamorosa ambientação egípcia desta narrativa ficcional trouxe consigo uma torrente criativa, fazendo dessa, uma de suas mais poderosas e evocativas obras”.

Quanto á reação de Houdini, Lin Carter afirma que o próprio Houdini ficou admirado com a qualidade da obra. Outras fontes afirmam que Houdini ficou tão impressionado com o texto, que chegou a cogitar um número de escapismo nas pirâmides (essa a intenção original de Houdini de “inventar” tal viagem). O certo é que o mágico acabou usando elementos egípcios em alguns de seus shows.

Cartaz de um dos shows de Houdini. Repare nos elementos egípcios vistos no cartaz.

Para ler o texto “Imprisoned with the Pharaohs” (em inglês), clique aqui

FONTES

http://www.geniimagazine.com/forums/ubbthreads.php/topics/223535/H_P_Lovecraft_ghostwriting_as_#Post223535

http://en.wikipedia.org/wiki/Under_the_Pyramids

http://www.yankeeclassic.com/miskatonic/library/stacks/periodicals/weirdta/wt1923/wt1924.htm#050607

http://www.yankeeclassic.com/miskatonic/library/stacks/literature/lovecraft/stories/imprison.htm

http://download.cnet.com/The-Transition-of-H-P-Lovecraft-by-H-P-Lovecraft/3000-2125_4-75144149.html

http://strait-acting.blogspot.com/2007/07/imprisoned-with-pharaohs.html

http://archaeopop.blogspot.com/2009/06/archaeology-in-fiction-hp-lovecraft.html

PS: Existem outros textos atribuidos a Houdini na revista “Weird Tales“. Possivelmente outros escritores fantasmas tenham utilizado o nome de Houdini para alavancar a revista. Assim que tiver mais informações sobre isso, postarei aqui!

THOMAS DENTON: UM CONTROVERSO

Thomas Denton era uma pessoa controversa. Sua fama não se deve à mágica; mas sim aos mágicos com os quais trabalhou. Por isso, para conhecer Thomas Denton, é preciso falar primeiro destes outros personagens.

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1. “O ILUSIONISTA DESMASCARADO”

Final do século XVIII. Dois mágicos estão em forte discórdia. De um lado o mágico italiano Pinetti. Do outro um advogado e mágico entusiasta, o francês Henri Decremps. Num golpe baixo e cruel, Decremps publica o livro “La Magie Blanche Devoilée“, algo como “A Magia Branca ao Descoberto”, onde expôs todos os segredos das mágicas de Pinetti.

A esta briga voltaremos em um post futuro. Importa-nos aqui saber que o livro teve um êxito surpreendente. tanto que foi traduzido para vários idiomas. A versão inglesa do livro chamou-se “The Conjurer Unmasked” (O Conjurador Desmascarado), e foi editada e publicada por nosso amigo Thomas Denton.

Thomas foi o tradutor e editor do livro, e ainda escreveu no prefácio do livro que esta edição vinha com vários anexos e comentários de sua autoria e de algumas outras pessoas.

Prefácio do livro "The Conjurer Unmasked" por Thomas Denton
Prefácio do livro “The Conjurer Unmasked” por Thomas Denton (Clique na imagem para ampliá-la)

Thomas publicou as edições de 1785, 1788 e 1790 desta obra, a qual podia ser adquirida na livraria do próprio Thomas.

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2. O LEITO CELESTIAL

Outros personagens “intrigantes” do século XVIII se valeram dos serviços de Thomas Denton.

Gustavus Katterfelto era um conhecido cientista e ocultista, o qual, se denominava “Doutor”. Além disso, andava sempre estava acompanhado por um gato negro. Alguns historiadores classificam Gustavus como um charlatão. Outros o reconhecem como um cientista excêntrico.

Fosse o que fosse, o fato é que Gustavus tinha um rival a altura. Um escocês que também se denominava “Doutor” chamado James Graham, este sim um vigarista de primeira linha.

Dr. Graham era um misto de médico, sexólogo, terapeuta e showman. Seus muito “artifícios” incluiam “O Templo da Saúde”, uma antiga mansão repleta de aparatos elétricos e magnéticos, cujos pacientes eram tratados com musicoterapia, eletrochoques, correntes magnéticas e um sem número de outros aparatos.

Dr. James Graham em uma de suas “apresentações” (Clique na imagem para ampliá-la)

Mas o mais curioso era o “Templo de Himen” e o famoso “Leito Celestial”, um aparato destinado a todos os casais que não podiam conceber filhos.

O Dr. escocês assegurava aos seus pacientes que ao deitarem-se na leito e cumprirem com as obrigações do casamento, ao fim de 9 meses conceberiam o bendito herdeiro. E mais, prometia-lhes que a criança nasceria perfeita.

Obviamente um serviço desses não saia de graça. A cada noite em que um casal quisesse usar o Leito Celestial, deveriam desembolsar 100 libras (lembre-se que no século 18 este valor era uma equena fortuna).

O leito em si era uma mobília fantástica. Toda ela trabalhada na madeira e composta por decalques dourados e toda a sorte de ornamentos imagináveis. O Leito era suspendido por 28 pilares de cristal e possuia cortinas de seda em tom carmesin e bordas luxuosamente adornadas. Uma verdadeira obra de arte. Seu custo estimado era de 12.000 libras.

E quem construiu este leito? Thomas Denton. Foi ele quem desenhou e construiu este aparato fantástico e “mágico”.

Esquema de funcionamento do “Leito Celestial” (Clique na imagem para ampliá-la)

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3. OS AUTÔMATOS DE DENTON

Como visto, Thomas Denton, além de livreiro era um exímio artesão. Na verdade, sua habilidade no trabalho com metal, talvez seja sua habilidade mais proeminente, e, ironicamente, foi o que levou-lhe à forca. Mas primeiro os seus bonecos.

Thomas construia atômatos, bonecos capazes de se movimentarem sozinhos. Entre eles um boneco que falava e outro capaz de escrever. Seu primeiro boneco, dizem, nasceu enquanto Denton observava uma figura similar em 1783, criada por um artista de rua, que vendia o segredo do autômato ao preço de 50 guineas (aproximadamente 52 libras e 10 xelins).  Não se sabe se Denton comprou ou não este segredo. E certo é que construiu uma cópia do autômato, o qual utilizou em seu próprio proveito.

A descrição de venda dos autômatos informava que o boneco falante media cerca de 50 cm de altura, que podiam ser feitas perguntas em quaisquer idioma e, além disso, era possível falar com o boneco por sussurros que este responderia.

Para evitar que o público pensasse haver alguma forma de comunicação entre o autômato e o provável operador, o boneco vinha amarrado por cordas as quais podiam ser examinadas. E mais, oferecia-se o autômato a quem quisesse segurá-lo com suas próprias mãos.

Denton e seus autômatos (Clique na imagem para ampliá-la)

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4. OUTRAS ATIVIDADES LUCRATIVAS E A MORTE

Sendo um exímio artesão de metais, Denton acabou tendo outros ofícios. Sabia operar o pantógrafo além de haver se especializado em talhagem de metal para carruagens.

Por seu ofício, Denton acabou conhecendo pessoas dedicadas a atividades “não santas” com metais, mais exatamente a falsificação de dinheiro. Denton logo tornara-se um cunhador “não-oficial” de moedas.

Sua ousadia, e por que não, sua soberba, o levaram a crer que seria capaz de conseguir uma imitação perfeita das moedas reais, e que ninguém seria capaz de distinguir suas falsificações.

Mas algo saiu muito errado, pois Denton foi descoberto e com ele suas ferramentas utilizadas na fabricação das moedas falsas. Sua pena foi dura. Foi condenado à forca. Suas habilidades e contatos, não o puderam livrar de seu terrível fim.

Foi enforcado em frente a prisão de Newgate em 1º de julho de 1789. Como último pedido, requereu papel e caneta, e escreveu a seguinte carta:

Caros Papai e Mamãe:

Quando vocês receberem esta carta eu terei partido para o lugar de onde nenhum viajante volta. Não culpem minha esposa, a melhor das mães e melhor das mulheres; e se alguma mulher foi ao céu, ela irá. Se eu tivesse seguido seu conselho, não estaria nesta situação. Deus abençoe meu pobre Dick [seu filho]. O sino está soando. Adieu!

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FONTES

http://www.exclassics.com/newgate/ng367.htm

http://www.geniimagazine.com/forums/ubbthreads.php/topics/201669/The_Conjurer_Unmasked

http://historiaycuriosidadesdelilusionismo.blogspot.com/2010/01/el-habilidoso-thomas-denton-un.html

http://www.dailymail.co.uk/femail/article-1058583/Doctor-love-A-new-book-tells-tale-Dr-James-Graham-sex-clinic-scandalised-18th-century-society.html

http://en.wikipedia.org/wiki/James_Graham_(sexologist)