O MÁGICO COM DIABO NOS OMBROS

“MEFISTÓFELES
O que lhe ponho por condição, é que há de permitir-me entretê-lo tão só com as minhas artes.

FAUSTO
Assino, pondo por condição também, que essas tais artes me possam divertir.

MEFISTÓFELES
Dou-lhe a certeza, caro amigo e senhor. Vai regalar-se numa só hora mais que em todo um ano do seu viver monótono. Será tudo real, e não  prestígios de alguma arte oculta enganadora.”

Johann Wolfgang von Goethe – Fausto, quadro IV, cena II (adaptado)

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1. INTRODUÇÃO

A imagem do mágico sagaz, olhando sabiamente para o espectador, com pequenos “imps” (ou diabretes) nos ombros, que lhe sussurram os segredos da mágica nos ouvidos, foi um tema icônico e muito explorado pelos mágicos da era de ouro da mágica.

Mas, longe de serem macabros, ou mesmo diabólicos, esses diabretes tinham uma função mais “lúdica” por assim dizer. Neste artigo, veremos o porquê dessa moda entre os mágicos e o que ele representou para os mágicos da época – e o que representa para os mágicos ainda hoje.

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2. A SIMBOLOGIA DOS DIABRETES

O imp, ou diabrete, é um ser mitológico. Trata-se de um pequeno demônio na acepção clássica: vermelho, rabo com ponta triangular e pequenos chifres. Em algumas representações eles possuem asas de morcego. A sua função não é tanto de depravar a conduta do homem; antes, são vistos como meros ajudantes do diabo ou de bruxas. Os diabretes não querem corromper o homem, antes possuem uma natureza dada ao caos, e à confusão, quase como se fossem crianças hiperativas e cheias de energia.

A lenda do diabrete nasceu no folclore germânico. No começo, os imps eram confundidos com as fadas. Com o passar do tempo, começou-se a diferenciar as fadas como seres bondosos e os imps como seres do mal e, logo, equiparados ao diabo e seus asseclas.

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Gravura medieval, mostrando um séquito de seres infernais (Hieronymus Bosch, 1495)

Algumas lendas dão conta que os imps são seres solitários que apenas desejam se aproximar dos humanos, através de piadas e pegadinhas. Sua natureza caótica, porém, impede que eles tenham um limite para suas brincadeiras. Com o passar do tempo, pessoa que, outrora nutria uma amizade pelos imps, passa se sentir incomodado com sua presença e suas constantes brincadeiras. Como então um ser caótico acabou sendo associado à mágica? A resposta pode ser encontrada quase séculos antes dos primeiros cartazes de mágicos.

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3. “A LENDA DOURADA”

Por volta de 1260 o arcebispo italiano Giacomo da Varazze ( Jacobus de Voragine, em latim) compilou uma série de histórias, que chamou inicialmente de Legenda sanctorum (Leitura dos santos), em que compilou a biografia de diversos santos. O livro tornou-se um best-seller à época, e com o tempo, novas histórias foram sendo acrescentadas ao livro original, que mais tarde passou a se chamar “A Lenda Dourada”.

Um dessas lendas conta a história de São Tiago (St. James em inglês. Guarde esse nome) e seu embate contra o mago Hermógenes. Segundo a história, Os fariseus, com o intuito de desacreditar a pregação de São Tiago, contrataram Hermógenes para que executasse maravilhas contra o apóstolo. Hermógenes envia seu discípulo Philetus, para um primeiro confronto contra o Santo, mas Philetus acaba se convertendo ao cristianismo. Philetus retorna a Hermógenes e conta que o poder de Tiago é muito superior ao poder do mago. Furioso, Hermógenes enfeitiça Philetus e o torna imóvel. Um ajudante de Philetus vai até Tiago e conta-lhe o acontecido. Tiago envia um lenço para Philetus que, ao tocá-lo, liberta-o da maldição do Mago.

Hermógenes então invoca alguns demônios e pede que eles lhe tragam Tiago e Philetus em correntes, para que o Mago possa vingar-se deles e mostrar o seu poder. Mas os demônios também são “convertidos” pelo poder do Santo e acabam levando Hermógenes preso até Tiago. Tiago então, mostrando o poder da caridade, liberta Hermógenes dizendo que ninguém pode se converter contra sua vontade. Tocado pela bondade do Santo, Hermógenes se converte ao cristianismo e em troca entrega seu livro de mágica para que Tiago o queime. Temeroso de que mesmo a fumaça do livro pudesse causar algum mal, Tiago opta por lançar o livro ao mar.

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Desenho de Peter Bruegel e xilogravura de Pieter van der Heyden (1565). Hermógenes é o velho sentado com o livro na mão; Philetus, está à direita, de costas. A legenda diz: “O santo, por engano diabólico, é colocado de frente com o mago”

O pintor flamenco Peter Bruegel, o velho, ilustrou a história de São Tiago e o mago Hermógenes. Nas gravuras datadas de 1565, Peter ilustra o mago e  seus ajudantes diabretes. Considerando que o livro foi um sucesso entre a população da época, considerando que Peter foi um dos mais influentes artistas da época e considerando que por muitos anos, magos e bruxas eram vistos como servos do demônio, fica fácil entender a analogia entre magos e os diabretes ajudantes.

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Desenho de Peter Bruegel e xilogravura de Pieter van der Heyden (1565). Repare no mago fazendo um jogo de covilhetes. A inscrição em latim abaixo diz: “O Santo teve de Deus, que o mago fosse despedaçado pelos demônios.

Essa associação da magia com demônios perduraria até, pelo menos, 1584 quando Reginadl Scot lança o famoso livro “The Discoverie of Witchcraft“, em que desmitifica muitos truques de mágica e lança um olhar mais racional ao ilusionismo.

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4. DR. FAUSTO

Ainda à luz da idade média, outra lenda ganharia o imaginário popular. A trágica história do dr. Fausto, um estudioso que queria obter todo o conhecimento do mundo. Como não possuía tempo de vida o bastante – pois já era um velho – acaba fazendo um pacto com Mefistófeles. Fausto então vive por cerca de 24 anos sem envelhecer um dia sequer. Nesse ínterim busca aprender o máximo que consegue. Acaba se apaixonando por uma jovem chamada Margarida e até tenta a redenção ao final da vida, mas acaba morrendo de forma trágica e indo parar no inferno.

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Dr. Fausto assinando com sangue seu pacto com Mefistófeles. Gravura, ano desconhecido.

A história de Fausto também foi um divisor de águas na literatura antiga e ajudou a criar o mito de vender a alma ao diabo, em troca de poderes, conhecimento,riqueza, ou o que mais o coração humano desejasse. O diabo passa a ser visto, não como um inimigo, mas como um aliado astuto, que pode conceder desejos, mas que cobra um preço caro por essa ajuda.

Em 1891, Robert Louis Stevenson (autor de: “O Médico e o Monstro” e “A Ilha do Tesouro”), escreveu um conto entitulado: “The Bottle’s Imp“. Stevenson conta a história conta de Keawe, um nativo havaiano que compra uma estranha garrafa de um rico ancião. O velho lhe convence de que há um demônio dentro da garrafa que pode conceder desejos, podendo tornar Keawe muito rico. Obviamente que nada vem “de graça” e a cada pedido feito por Keawe, algum desastre acontece.

A história é baseada em um conto dos irmãos Grimm, chamado “Spiritus familiaris“, ou seja, o conceito de um espírito familiar, ajudante, que concede desejos e revela segredos, não era algo inédito à época. Além disso, o próprio zeitgeist da virada do século, que evidenciou o movimento espiritualista, fazia com que temas sobrenaturais e misteriosos ganhassem novamente o imaginário popular, em um claro contraponto ao iluminismo acadêmico e o modernismo econômico.

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5. OS IMPS SUSSURRANTES E OS MÁGICOS

Os primeiros cartazes de shows com figuras diabólicas, surgiram nos shows de fantasmagoria. Mais ou menos na mesma época em que a  fantasmagoria vivia seu auge, o ilusionista Jean Eugène Robert-Houdin foi primeiro ilusionista a associar o seu show à imagens de diabretes (ironicamente, ao apresentar-se no teatro St. James, nome do santo que lutou contra os diabretes de Hermógenes).

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Cartaz do show de Robert-Houdin de 1848, com diabretes.

Na América, Robert Heller foi o primeiro a usar imps em seus cartazes. Embora, timidamente nos primeiros cartazes, ele logo passou a explorar a figura sombria em primeiro plano. Segundo Dale Carnegie, Heller, chegou ao ponto de anunciar nos fliers de seu show: “Go to HELLer’s“, como forma de promover seu espetáculo.

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Dois cartazes de Robert Heller mostrando a “evolução” no uso de figuras fantásticas.

Anos mais tarde, Harry Kellar usou os diabretes em primeiro plano em seu pôster de 1894. Para Kellar a associação de sua imagem aos diabretes não foi de todo estranha, afinal ele começara a sua carreira artística em 1869 como assistente do show espiritualista dos irmãos Davenport (que inclusive chegaram a apresentar-se para o Imperador do Brasil Dom Pedro II, mas isso fica para outro artigo).

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Harry Kellar, o primeiro mágico a usar imps (diabretes) em sua propaganda (1894)

A ideia de ter diabretes no ombro sussurrando segredos caiu muito bem entre os mágico, e logo outros começaram a copiar a ideia de Kellar. Leon Herrmann, sobrinho de Alexander, foi o primeiro a copiar a ideia de Kellar. Os imitadores acabaram criando um padrão de “informantes”: um grande Mefistófeles ao ombro, ensinando os segredos arcanos, ou dois diabretes, um em cada ombro, sussurrando segredos ao ouvido.

Howard Thurston, Raymond, Henry Blackstone, Charles Carter… muitos acabaram copiando a ideia. Mesmo hoje em dia, alguns ilusionistas como Rick Jay e Derren Brown tomaram emprestada a ideia (não contabilizei aqui “formidável” cartaz de Banacheck, que substituiu os imps por aliens…)

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Alguns dos inúmeros cartazes com figuras dos diabrestes. Destaque para o cartaz de David Blane “Dive of Death” com uma belíssima releitura da imagem dos diabretes. Mais abaixo as “formidáveis” imagens de Banachek que trocou os imps por aliens greys.

A ideia era mostrar que o mágico era mostrar a origem do poder do mágico; alguém tão especial que o próprio diabo lhe contava seus segredos. Por óbvio, o mágico era mais astuto que o próprio diabo e no fim, acabava por lhe enganar e tomar de volta a sua alma. Isso fica evidente em um dos shows de Joseph Carter, chamado justamente de “Carter beats the Devil” (Carter derrota o diabo), que mais tarde acabaria virando um livro.

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Cartaz do show de Carter (1926) e que acabou virando a capa do livro de Glen David Gold (2002)

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5. CONCLUSÃO

Não foi só a mágica que bebeu da fonte “diabólica”. Os músicos de blues dos anos 1920 eram seguidamente associados à pactos demoníacos feitos à meia-noite em encruzilhadas. desertas. O mesmo para rockstars dos anos 60 e 70, artistas de TV e até alguns escritores.

A figura do diabo sempre causou mais curiosidade do que medo, propriamente dito. E foi essa lacuna que os mágicos exploraram. É pouco provável que os mágicos tenham feito acordo, de fato, com algum demônio. Excelentes artistas, e experts em marketing, eles souberam vender seu produto de forma criativa, gerando curiosidade e causando frisson por onde passavam. Bem ou mal, os diabretes acabaram lhes servindo muito bem.

A TRISTE HISTÓRIA DE PAUL VALADON

A história da mágica mostra que, às vezes, querer demais só faz mal, e a biografia de Paul Valadon prova isso. Paul Valadon é o mágico que poderia ter sido, mas não foi.

Estes são os personagens dessa incrível história.

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PAUL VALADON

Paul Valadon

Paul Valadon é o nome artístico de Adolph Weber, um mágico nascido em 1867 em Colônia, na Alemanha. Poucas informações sobre o começo de sua carreira teatral são encontradas, sabe-se que ela começou fora dos palcos, como cabeleireiro em Londres e, em suas horas de folga, estudava mágica. Não tardou muito para que Paul conseguisse alguns “bicos” como artista e isto lhe encorajou a seguir a carreira de mágico. Seu primeiro emprego como artista foi como assistente de palco de Ernst Basch e sua primeira apresentação pública deu-se no Center Hall de Colônia, Alemanha, sua cidade natal.

Em 1900, Paul – já morando em Londres, foi contratado pelo “Egyptian Hall” para preencher os espaços deixado na agenda deixado por  David Devant quando este foi excursionar fora de Londres. Nesse ínterim acabou sendo contratado por John Nevil Maskelyne que neste mesmo ano, estreou com muito sucesso a sua mais nova criação mágica: a levitação da assistente.

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JOHN NEVIL MASKELYNE

John Nevil Maskelyne

O número de Maskelyne consistia em deitar a sua assistente em um divã; em seguida o divã elevava-se à uma altura de 1,80 metro. O mágico então retirava o divã e a assistente permanecia imóvel no ar. Por fim, o ponto alto do ato, um aro de metal previamente examinado pelo público era passado pela assistente, provando não haver cabo, nem fios segurando a assistente no ar, que era finalmente descida, terminando o ato deitada no divã.

Cartaz do Egyptian Hall, mostrando a levitação criada por MAskelyne & Cooke.
Cartaz do Egyptian Hall, mostrando a levitação criada por Maskelyne & Cooke.

Esse número foi uma criação original da dupla Maskelyne & Cooke. Até então, o único número de levitação era “La Suspension Ethéréene” (A Suspensão da Vassoura), criado por Jean Eugene Robert-Houdin. O número de Maskelyne & Cooke era ao mesmo tempo belo, misterioso e revolucionário. Baseado no mesmo princípio do número deKolta’s Cocoon, usando dezenas de fios bastante finos e um complexo sistema de contrapeso fora do palco.

Poucos mágicos americanos tiveram o privilégio de assistir o número de Maskelyne, e um desses mágicos foi Harry Kellar. Logo na premiére, em 1900, Kellar quis comprar o número de Maskelyne, mas sua oferta fora rejeitada. Após alguns anos de tentativas frustradas de comprar – e de imitar o número – Kellar decidiu por um novo plano e subornou Paul Valadon para que este lhe entregasse o segredo da levitação de Maskelyne; em troca, Kellar contrataria Valadon como seu parceiro e mais, faria de Paul Valadon o seu sucessor.

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HARRY KELLAR

Harry Kellar

Antes de continuarmos a história de Valadon, precisamos entender que o nome de Harry Kellar sempre esteve envolto em polêmicas. Ele estava em uma disputa pessoal contra Herrmman the Great que criticava a falta de habilidade manual de Kellar dizendo que Kellar preferia as máquinas à habilidade manual; Kellar se defendia gabando-e de seu excelente misdirection: “uma banda de sopro, tocando à plenos pulmões poderia passar por trás do palco, seguido de uma manada de elefantes, que mesmo assim a plateia não os perceberia.” Por isso tudo não é de se surpreender que Kellar buscasse um sucessor com extrema habilidade manual. E foi isso que Kellar viu em Valadon – além da oportunidade de roubar Maskelyne, claro.

Livro de Will Goldston: "Exclusive Magic Secrets" (1912)
Livro de Will Goldston: “Exclusive Magic Secrets” (1912)

Paul Valadon era especialista na manipulação de bolas de bilhar, em “back palming” e na mágica chinesa. Também era um expert em misdirection e possuía conhecimentos em mentalismo. Kellar viu Valadon apresentando-se, encantou-se e propôs uma parceria.

Em 1904 Harry Kellar anuncia seu novo número: “A Levitação da Princesa Karnac”. O número é um sucesso de crítica; o mistério perfeito. E em 1905 Paul Valadon – que trabalhava com Maskelyne – repentinamente aparece nos Estados Unidos trabalhando para Kellar que anuncia Paul como o seu sucessor natural. Tudo isso em troca dos planos e esquemas da levitação de Maskelyne.

Cartaz mostrando o show de Kellar: "A Levitação da Princesa Karnac"
Cartaz mostrando o show de Kellar: “A Levitação da Princesa Karnac” (1904)
Cartaz mostrando Paul Valadon como o suscessor de Kellar.
Cartaz mostrando Paul Valadon como o suscessor de Kellar.

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HOWARD THURSTON

Howard Thurston

Após três temporadas excursionando juntos o clima entre Kellar e Valadon não era dos melhores. Eva Kellar, esposa de Harry, não gostava de Paul e gostava menos ainda de sua esposa. Para completar o quadro, Eva Kellar e Paul Valadon eram dados à bebida, o que tornava as discussões ainda mais ríspidas.

Mesmo com o clima tempestuoso entre o quarteto, o fato de Kellar haver anunciado Howard Thurston e não Paul Valadon como seu sucessor foi recebido com surpresa. Entre maio e junho de 1907 Kellar demite Paul Valadon e Howard Thurston rapidamente assume o lugar de Valadon, tornando-se assim o sucessor declarado de Kellar. Por três temporadas Kellar tutoreou Valadon e após isso, simplesmente o dispensou. Já escolha de Thurston provou-se bastante natural: além de já ser amigo de longa data de Kellar, Thurston possuia à época o maior show do mundo em termos de aparatos.

Cartaz mostrando a sucessão de Kellar por Thurston
Cartaz mostrando a sucessão de Kellar por Thurston

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E O TRISTE FIM…

Os últimos anos de vida de Paul Valadon foram de miséria, pobreza e tristeza. Sua esposa o abandonou e quando faleceu deixou nada além de algumas dívidas para seu filho. O último desejo de Paul transmitido a seu filho foi que não queria que seu filho gastasse suas poucas economias em um túmulo, que guardasse o dinheiro para si e enterrasse o pai em uma vala comum. E assim foi feito. Em 1913 Paul falece deixando órfão seu filho, Paul Valadon Jr., de apenas 13 anos de idade.

Em 1948 Carl Rossini, então vice-presidente da Guilda dos Mágicos, sugere que se fizesse um esforço para localizar a sepultura de Paul Valadon. Bert Easley em viagem de negócios a Phoenix, Arizona, localiza nos registros do Cemitério “Greenwood Memorial Lawn” uma sepultura cujas datas coincidem com a morte de Paul. Em 27 de junho de 1948, a Guilda dos Mágicos inaugura um jazigo de pedra para a sepultura com o nome: “Paul Valadon” e as datas 1867 e 1913 separadas por uma cartola cruzada com uma varinha.

Cemitério onde está enterrado Paul Valadon
Cemitério onde está enterrado Paul Valadon

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BIBLIOGRAFIA

Livro: “The Last Greatest Magician in the World, Thurston x Houdini” de Jim Steinmeyer;

Livro: “The Glorious Deception: The Double Life of William Robinson, Aka Chung Ling Soo” de Jim Steinmeyer;

Site: John Nevil Maskelyne na Wikipedia

Site: Harry Kellar na Wikipedia

Site: “Ford’s Theatre & The Magic Mantle“, em The Magic Detective

Site: Magician’s Biography – Letter V, em MagicTricks.com

Site: Paul Valadon, em magicpedia.com