QUEM ERA O PRIMEIRO MÁGICO, ANTES DE DEDI?

O papiro de Westcar, que conta a história de Dedi, foi descoberto em meados de 1830, porém só foi traduzido no final do século XIX, por volta de 1890.

Nesse meio tempo, os mágicos tinham outro eleito, que não Dedi, alçado ao posto de “o primeiro mágico da história”.

Alexander Herrmann em seu livro “A history of the art of magic” de 1856 é bastante vago ao falar do primeiros magos. Segundo ele, “qualquer ato que pudesse ser considerado maravilhoso, fosse o poder natural dos imãs, fosse um ato divinatório, em algum momento foi conhecido pelo nome de mágica ou arte negra”.

Ele segue dizendo que os magos sempre foram considerados nobres e por isso, possuíam qualidade superiores às demais pessoas. Além das virtudes, possuíam um conhecimento secreto que lhes tornava poderosos (talvez daí venha a ideia do mágico ter que guardar segredos).

Alguns anos mais tarde Thomas Frost escreveu “The lives of the conjuros” (1876). No livro, Frost se aprofunda um pouco mais sobre quem foram os primeiros mágicos.

Em sua tese Frost nomeia os sacerdotes egípcios que confrontaram Arão e Moisés como o primeiro registro de um mágico da história. O truque dos sacerdotes teria sido transformar seus cajados em cobras vivas (Exôdo 7).

Foi só em 1897 que Henri Ridgley Evans, ao prefaciar o livro de Albert Hopkins “Magic – Stage illusions and scientific diversions“, cita a história de Dedi, ao qual ele chamou de “Tchatcha-em-ankh”, informação que ele viria a repetir em seu prórpio livro, nove anos mais tarde.

Finalmente, em 1914, Nevil Maskelyne e David Devant “batizam” Dedi corretamente e contam a sua história, publicada na “Magic Circular” volume 09. Só a partir daí é que o nome Dedi passa a ser reconhecido como o primeiro mágico da história.

 

MÁGICA EM TEMPOS DE GUERRA (PARTE I)

Extraído do portal UOL

Autor: Thiago Chaves-Scarelli

CIA ENSINOU TRUQUES DE MÁGICA AOS SEUS AGENTES DURANTE A GUERRA FRIA

Precisa colocar uma pílula secreta na bebida de um chefe de Estado sem ser percebido? O truque é agir com movimentos calmos, distraindo seu alvo com outra ação espontânea, em um cenário preparado com antecedência. Ou seja, da mesma maneira que um mágico enganaria sua plateia.

Precisa envenenar alguém? Mão esquerda abaixada para a ação, imediatamente após o fósforo ser riscado e distrair alvo.

Esse é o espírito das lições que foram passadas aos agentes secretos norte-americanos pelo ilusionista profissional John Mulholland, em um “manual” ultrassecreto escrito a pedido do governo dos EUA no auge da Guerra Fria – e que agora, seis décadas depois, foi divulgado por pesquisadores norte-americanos.

“CIA – Manual Oficial de Truques e Espionagem” (Lua de Papel, R$ 34,90), publicado no Brasil este mês, é o resultado da pesquisa dos especialistas H. Keith Melton e Robert Wallace, responsáveis por encontrar a única cópia de que se tem notícia destes textos.

Capa do livro "CIA - Manual Oficial de Truques e Espionagem" (Ed. Lua de Papel).

Fim do “jogo limpo”

O livro conta que durante a década de 1950, o acirramento da tensão entre os americanos e a União Soviética levou os EUA a revisarem os procedimentos de sua recém-criada agência de inteligência.

“Se os Estados Unidos quiserem sobreviver, os sagrados conceitos norte-americanos de ‘jogo limpo’ devem ser reconsiderados. Devemos aprender a subverter, sabotar e destruir nossos inimigos mediante métodos mais engenhosos, mais sofisticados e mais eficazes do que aqueles utilizados contra nós”, defendia um relatório militar entregue ao presidente Dwight D. Eisenhower em 1954.

Os EUA se sentiam ameaçados por uma potência soviética que não hesitava em matar lideranças políticas e perseguir civis quando era conveniente. Em resposta, aplicou uma postura ofensiva. “As ações clandestinas da CIA se expandiram da Europa para Oriente Médio, África, América Latina e Extremo Oriente”, contam os autores.

Essa expansão coincide com o desenvolvimento do MKULTRA, um dos programas mais delicados da Guerra Fria, que acabou englobando 149 subprojetos e se manteve como um dos segredos mais bem guardados da CIA por mais de 20 anos.

Pílulas, pós e ilusionismo

O objetivo dessas agências era pesquisar e desenvolver produtos químicos, biológicos e radioativos com efeitos no comportamento – inclusive almejando algum tipo de “controle da mente”. Manipulação e experiência psicofarmacêutica com humanos (nem sempre cientes de sua participação na “pesquisa”) era parte do trabalho, como a CIA reconheceria mais tarde.

Parte dessa pesquisa não levou a conclusões aplicáveis – caso da aplicação monitorada de LSD, por exemplo – e houve inclusive mortes relacionadas a tais experimentos. Mas ao mesmo tempo a CIA começava a ter pós, líquidos e pílulas tóxicas a seu alcance.

Independente de seu propósito final, escrevem os autores, as substâncias químicas da CIA “seriam operacionalmente inúteis se os oficiais de campo não conseguissem aplicá-las de modo velado”.

É nesse momento que o mágico John Mulholland faz sua estreia no mundo da espionagem: sua tarefa era ensinar truques de ilusionismo para os agentes secretos. “Mulholland aceitou US$ 3 mil para escrever o manual e a CIA aprovou a despesa como Subprojeto MKULTRA número quatro, em 4 de maio de 1953”.
“Aplicações operacionais da arte da fraude”

“O objetivo deste trabalho é ensinar o leitor a executar diversas ações de modo secreto e indetectável. Em resumo, aqui estão instruções a respeito de fraudes”, escreve Mulholland no início de seu primeiro manual.

“Qualquer tipo de movimento atrai atenção (…) e a trapaça depende de não chamar a atenção para o método da performance. Os mágicos não utilizam a velocidade em suas ações”, ensina o ilusionista.

Ainda no primeiro capítulo, o mágico busca convencer o leitor a descartar as ideias “falsas” sobre o ilusionismo. “O grande mito a respeito de todas as trapaças é que existe um único segredo que explicará como cada truque é executado”, escreve Mulholland. “O fato é que existem diversas maneiras de se executar essa mágica.”

O livro prossegue com capítulos como “manuseio de pílulas”, “manuseio de pós”, “retirada furtiva de objetos” e “como trabalhar em equipe”. Ao final do volume, os autores compilam também um segundo “manual secreto” do mágico, mais curto, no qual Mulholland se dedica a descrever sinais para reconhecimento entre agentes que trabalham juntos.

Hoje, com toda a parafernália tecnológica à disposição de civis e agentes secretos, as técnicas de Mulholland ainda têm importância? “A tecnologia muda e evolui, pode diferir de cultura para cultura, ainda assim os princípios da trapaça e da fraude são eternos”, afirmou Wallace ao UOL Notícias. “Mulholland teria se deliciado com os ‘truques’ sofisticados que agora são possíveis com o avanço nos materiais, miniaturas e eletrônicos.”

No site da UOL ainda tem uma micro-entrevista com Robert Wallace, co-autor do livro.

De minha parte, vou pesquisar a história do Mullholland e asism que tiver algo, posto aqui.

Amplexos!

TODAS AS EDIÇÕES DE “THE EXPERT AT THE CARD TABLE”

No post anterior (ou seja, no que está abaixo deste), falou-se sobre o mistério sobre a identidade de S. W. Erdnase, autor de “The Expert at the Card Table“.

Segue aqui uma lista com todas as edições já impressas do livro de Erdnase “The Expert at the Card Table” e suas respectivas capas.

Primeira Edição

(First Edition)

Editora: Edição Própria
Ano da Publicação: 1902
Páginas: 205

O preço médio de cada exemplar dessa edição custa entre 1.000 e 3.000 dólares, dependendo do estado de conservação do livro. Richard Hatch estima que hajam em torno de 100 exemplares desse livro pelo mundo inteiro. Até agora ele conseguiu localizar e catalogar em torno de 70 exemplares.

Drake Capa Dura Estampado Verde

(Drake HB Pictorial Green Cloth)

Editora: Drake
Ano de Publicação: ~1905
Pages: 205

Uma das muitas edições Drake de capa dura produzidas entre 1905 a 1915.

Drake Capa Dura Bordô

(Drake HB Plum Cloth)

Editora: Drake
Ano de Publicação: ~1905
Páginas: 205

Outras das edições Drake de capa dura. Algumas ediçãoes Drake são mais comuns que outras, por isso o seu valor varia bastante, podendo chegar a equiparar-se com a primeira edição.

Drake Capa Dura Azul

(Drake HB Blue Cloth)

Editora: Drake
Ano de Publicação: ~1918
Páginas: 178 + 12 em branco

Essa cópia é considerada extremamente rara, segundo Jeff Busby em seu livro “The Man Who Was Erdnase” (O Homem que Era Erdnase). De acordo com o livro só existiria uma única cópia conhecida. Essa informação provou-se mais tarde ser falsa, pois ao publicar seu livro, vários outros donos dessa edição procuraram Busby.

Drake Capa Mole com Índice

(Drake SB w/ indices)

Editora: Drake
Ano de Publicação:
1937
Páginas:
178

Aqui um exemplo da edição Drake de capa mole com o índice no rei de copas (índice é o valor indicado nos cantos das cartas, mostrando o valor e o naipe). Frost, KC Card Company, e Powner todos usaram essa capa base em suas edições.

Drake capa Mole sem Índice

(Drake SB no indices)

Editora: Drake
Ano de Publicação: Pós 1917
Pages: 178

Esta antiga edição de capa mole tem um rei de copas na capa, mas sem o índice nos cantos. Mais tarde as edições de Drake adicionaram os índices. Exceto pelos índices,  a layout básico do livro permanece inalterado por  muitas edições futuras , incluido as já citadas edições de Frost, KC Card Company, e Powner.

Fleming Capa Dura

(Fleming HB)

Editora: Fleming/Powner
Ano de Publicação: ~1944
Páginas: 218

Uma rara cópia da edição de capa dura de Fleming com um guarda pó diferente (guarda pó eram aquelas capas de papel  removíveis que cobriam a capa dura de alguns livros). Esta cópia vinha ainda com uma folha azul que parecia ser um segundo guarda pó.

Fleming Capa Dura

(Fleming HB)

Editora: Fleming
Ano de Publicação: ~1944
Páginas: 218 (Incluindo comentários do Profº Hoffman)

Uma das mais comuns edições de capa dura do livro de Erdnase. Essa foi uma das mais antigas edições do livro a vir com um guarda pó.

Só ressaltando que, apesar de ser o mesmo livro, as edições Fleming acima descritas possuem guarda pós diferentes, sendo este de baixo (ilustrado) a edição mais comum.

Segredo das Cartas Exposto

(Card Secrets Exposed)

Editora: KC Card Company
Year of Publication: 1946
Pages: 206

De acordo com Busby este livro na verdade nunca foi produzido. alguns leitores que encomendaram este livro da KC Card Company disseram ter recebido um exemplar comum de “The Expert At the Card Table”. Por certo Busbt deveria ter cavocado essa história um pouco mais a fundo. Algumas cópias desse livro, com esse título, tem aparecido nos últimos anos.

Edição KC Card Company

(KC Card Company edition)

Editora: KC Card Company (Chicago)
Ano de Publicação: Desconhecido
Páginas: 205

Uma edição relativamente barata, mas muito bacana de “The Expert…“.

GBC com Espiral

(GBC Comb Bound)

Editora: Gambler’s Book Club (Clube do Livro dos Trapaceiros)
Ano de Publicação: Desconhecido
Páginas: 205

Existem pelo menos duas versões de “The Expert…” espiraladas publicadas pela GBC. Ambas contpem 205 páginas, mas tem diferentes tamanhos e capas diferentes. A versão mais antiga  usa a capa padrão do rei de copas. A versão mais nova usa como capa o desenho do dorso de uma carta Bee.

Coles Capa Mole

(Coles SB)

Editora: Coles, Canadá
Ano de Publicação: 1980
Páginas: 205

Esta capa mostra um bem-vestido Erdnase cuidadosamente observando seu oponente completando um corte. esta é a única fotografia que temos de Erdnase. OK, talvez não seja ele, mas qualquer um fica “cool”  jogando cartas de terno preto e gravata.

(Particularmente eu entendi que Erdnase seria o jogador com as cartas na mão, e não o oposto como diz o auotr do texto. O livro assim daria uma visão de como Erdnase vê a mesa de jogo.)

Powner Capa Perfeita

(Powner perfect bound)

Editora: The Charles T. Powner Co.
Ano de Publicação: 1975
Pages: 205

GBC Capa Perfeita

(GBC perfect bound)

Editora: Gambler’s Book Club (Clube do Livro dos Trapaceiros)
Ano de Publicação: Desconhecido
Páginas: 205

Uma excelente e bem muito bem conservada edição de “The Expert…“. Esta versão traz a estampa do dorso de um baralho Bee na capa e na contracapa.

Edição Facsimile

(Facsimile Edition)

Editora: Desconhecida
Ano de Publicação: 2002
Páginas: 205

Pouco é conhecido sobre essa edição. Michael Canick esteve envolvido com a divulgação e a venda dessa edição de Erdnase para o aniversário de 100 anos do livro, mas ele negava qualquer envolvimento com a produção deste projeto. É uma cópia quase perfeita  da primeira edição do livro. A única diferença é a pakavra “facsimile” (do latim faz igual) no interior do livro. Ele é vendido pelo valor de US$ 52,00 cada.

Editora Casino Capa Mole

(Casino Press SB)

Editora: Casino Press, New York
Ano de Publicação: 1984
Páginas: 205

Um bela edição de “The Expert…” publicada pela editora Casino Press. É interessante notar que a editora escolheu usar cartas Bee para ilustar a capa. O diagrama final do livro mostra um Ás de Espada de um deck Bee. Penso se o autor estava ciente dessa escolha ou foi simplesmente uma coincidência usar as cartas Bee? Qualquer que seja o caso, ele usou cardas tamanho bridge, as quais nenhum profissional de cartas que se preze, usa.

Dover Capa Mole

(Dover SB)

Editora: Dover
Ano de Publicação: 1995
Páginas: 130

Quando a editora Dover republicou “The Expert…” em meados dos anos 1990, eles decidiram por alguma razão, re-organizar, re-diagramar o livro. O resultado foi que o número de páginas caiu drásticamente.  Por exemplo, na primeira edição do livro, o “bottom deal” (entrega por baixo) começa na página 52. Na edição Dover começa na página 53.  Para aqueles que estão tentando memorizar tais movimentos isso cria um monte de problemas. Recomendo adquirir a primeira edição.

(Particularmente não vejo problemas nisso, uma vez que o conteúdo não foi suprimido, apenas re-organizado. Mas enfim, quem tiver esse exemplar e quiser falar mais sobre ele, fique à vontade)

EDIÇÕES ESTRANGEIRAS DE “THE EXPERT AT THE CARD TABLE”

Edição Japonesa

(Japanese Edition)
Editora:
Desconhecido
Ano de Publicação:
1989
Páginas:
216 + algumas páginas adicionais de referência

Uma bonita edição do livro de Erdnase. A capa laranja é na verdade o guarda pó do livro. A capa de dentro é um papel em tons naturias. Estamos esperando alguém traduzir o livro e nos fornecer informações adicionais

Edição Alemã

(Der Experte am Kartentisch)

Publisher: Desconhecida
Ano de Publicação: 1991
Pages: 243

Christian Scherer traduziu essa pequena edição de capa dura do livro do inglês para o alemão em 1991. Ela não inclui a tradução dos comentários do Profº Hoffman mas parece conter um texto original próprio; Abaixo do guarda pó está o nome E. S. Erdnase ao invés S. W. Erdnase ou E. S. Andrews.

Edição Espanhola

(El Experto en la Mesa de Juego)

Editora: Editorial Frakson
Ano de Publicação: 1992
Páginas: 202 + um índice de 4 páginas

Outra bela tradução de “The Expert…“. Apesar de não falar espanhol, me parece que o livro foi traduzido por Monica Tamariz.

Edição Francesa

(L’Expert aux Cartes)

Editora: Magix
Ano de Publicação: 1992
Páginas: 171

Esta é a primeira das duas edições francesas Aparentemente foi traduzido por Richard Vollmer. As 205 páginas originais caberam em 171 páginas e a introdução do livro foi escrito por Robert Giobbi.

(Para mim, de todas as capas, esta é a mais bonita de todas. E convenhamos, o livro merce uma capa mais caprichada, dentre todas aqui apresentadas…)


Edição Francesa

(L’Expert aux Cartes)

Editora: Magix
Ano de Publicação: 1994
Páginas: 171

Esta é a capa da segunda edição francesa do livro. E apenas a capa do livro é diferente da primiera edição.

Edição Italiana

(L’Esperto Al Tavolo Da Gioco)

Editora: Florence Art
Ano de Publicação: 1996
Pages: ~186

O número de páginas que são listadas é de 186, mas a tradução do texto não começa até a página 19. Há também, algumas páginas de notas no fim do livro. Robert Giobbi escreveu uma introdução que deixou muito a desejar, assim como a de Steve Forte.

EDIÇÕES EXPANDIDAS DE “THE EXPERT…”

Mestrado em Cartas

(Card Mastery)

Editora: Circle Magic Shop
Ano de Publicação: 1944
Páginas: 205

Esta é a edição de Michael MacDougall de “Card Mastery“, e que contém o texto copleto de “The Expert…“. Não há anotações como em “The Annotated Erdnase” ou “Revelations“, a menos que você considere as 81 páginas de texto escritos por MacDougall antes de “The Expert…” como anotações. Nós não consideramos.

Revelações

(Revelations)

Editora: Magical Publications
Ano de Publicação: 1984
Páginas: 224

Este é a primeira de duas grandes anotações de “The Expert…“. Este livro contém as impressões de Dai Vernon a respeito do livro que o própri Vernon popularizou quase que sozinho na primeira metade do século XX. Existem muitos rumores e histórias sobre como Ricky Jay, Persi Diaconis, e Steve Freeman conspiraram para manter em segredo esse belo material. No enteanto essas histórias não passam de rumores.


Erdnase Anotado

(The Annotated Erdnase)

Editora: Magical Publications
Ano de Publicação: 1991
Páginas: 270

Esta é uma excelente anotação de Ortiz sobre “The Expert…”. Há dúzias e dúzias de notas, anotações e fotografias de ítens de algum modo relacionados à trapaça, apostas ou mesmo Erdnase. O livro contém ainda centenas de citações e referências para outros livros e autores além de dois apêndices, um entotulado “Novos Movimentos” e outro “A Busca por Erdnase” de autoria de Martin Gardner. Muitas cartas de Gardner para o Dr. Smith também são transcritas no livro.

Existem rumores que este livro era para ser maior ainda do que é, mas Pat Cook, Andrew Wimhurst, e David Roth para manter oculto o “bom material”. Mas isso também não passa de rumores.

Fonte: http://www.erdnase.com/editions/index.html

PEQUENO “INDEX LIBRORUM” DA MÁGICA

Segue aqui uma breve lista de alguns dos principais livros já escritos sobre mágica.

Cabe aqui ressaltar que esta lista foi elaborada de acordo com a importância histórica/técnica do livro, não sendo levado em conta gostos pessoais ou mesmo a questão didática dos livros.

Segue a lista:

MÁGICA NATURAL (Natural Magick)

Título Original: Magia Natvralis Libri Vigintiin Quibus Scientiarum Naturalium

Autor: Giovanni Battista della Porta (1535-1615)

Ano de Publicação: 1558

Sobre o Livro: Escrito originalmente em quatro volumes, foi mais tarde expandido para vinte livros, combinados em um único volume. Contém informações sobre as áreas da geologia, ótica, medicina, venenos, culinária, imãs e magnetismo, fogos, pólvora, escrita invisível e criptografia, engenharia e muitas outras áreas.. Foi também a primeira obra a reconhecer os benefícios para a saúde dos raios solares.

Esta obra  aborda principalmente as áreas de ciências naturais e tem uma completa sistematização das áreas do conhecimento, porém algumas seções estão mais próximas da mágica do que da ciência. Esta obra já foi chamada de: “o mais prazeroso e completo dos livros científicos”.

UM BREVE E AGRADÁVEL TRATADO

Título Original:A Brief and Pleasant Treatise

Subtítulo: “Entitulado Conclusões Naturais e Artificiais”

Autor: Thomas Hill

Ano de Publicação: 1581

Sobre o Livro: Pouco se sabe sobre o autor. O fato relevante é que este foi o primeiro livro escrito na língua inglesa a incluir truques mágicos.

A DESCOBERTA DA BRUXARIA

Título Original:The Discoverie of Witchcraft

Subtítulo: “Provando que os pactos e contratos das brxas com o diabos e demais espíritos infernais ou familiares, não passam de novos engodos e conceitos imaginários”.

Autor: Reginald Scot

Ano da Publicação: 1584

Sobre o Livro: Reginald Scot era um juíz de paz do condado de Kent na Inglaterra. Seu livro foi uma exposição dos segredos da bruxaria medieval, que naqueles dias assolava a Europa, Escócia e começa a aparecer na Inglaterra. Escrito em linguagem Elizabethiana, está cheio de expressões arcaicas e em desuso (linguagem shakespeareana [grifo meu]).

Uma pequena parte do livro foi dedicada à apresentação da mágica e foi fortemente plagiada. Este trecho constitui uma parte substancial (algumas vezes, quase total) dos textos ingleses dedicados à mágica, nos séculos XVII e XVIII.

Em paralelo ao bem pesquisado assunto da prática da bruxaria, o livro também aborda assuntos ligados à astrologia, alquimia e divindades. E, paradoxalmente, apresenta evidencias lógicas contra a existência de bruxas.

As seções sobre mágica, discutem sobre vários capítulos discutindo as similaridades entre as declarações dos mágicos dos Faraós, falsos profetas e as “bruxas” da época, e como todos eles se valiam de suas habilidades manuais (presdigitação) para convencer as pessoas de seus poderes.

Scot recebeua ajuda em muitas seções sobre truques do mágico francês Jean Cautares. A seção dedicada aos truques contém muitos efeitos vistos até hoje, mas incluem muito pouco dos atuais métodos. Scot enfatiza que considera a mágica um avanço da sociedade e não obra do demônio.

A primeira edição deste livro é considerado o mais raro e talvez o amis caro de todos os livros sobre mágica já escritos.

A ARTE DA MANIPULAÇÃO OU PRESDIGITAÇÃO

Título Original: The Art of Juggling or Legerdemain

Autor: Samuel Rand

Ano de Publicação: 1612

Sobre o Livro: “A Arte da Manipulação ou Presdigitação” na verdado foi um livreto com 47 páginas que continha mágica com cartas, moedas, facas e outros objetos. O panfleto também inclui um pacote de mágicas com cartas especialmente fabricadas. Muitos dos efietos foram retirados diretamente do livro de Reginald Scot, com duas notáveis exceções: Uma rotina com três bolas e um antigo uso de cartas especiais para o efeito “de reis a ases; de ases a branco”.

Duas curiosidades sobre esta obra: A primeira é o fato de existirem somente quatro cópias da primeira edição deste livreto em todo o mundo;  a segunda é que a introdução está assinada por “Sa. Rid.” que acredita-se ser simplesmente uma falha de impressão de “Rnd”, a abreviação do sobrenome do autor.

OS SEGREDOS DA PRESTIDIGITAÇÃO E DA MAGIA

Título Original:Les Secrets de la Prestidigitation et de la Magie

Autor: Jean-Eugène Robert-Houdin

Ano de Publicação: 1868

Sobre o Livro: O livro mostrou diversas técnicas criadas por Houdin, incluindo o uso do “servante“, uma superfície, que fica atrás da mesa de apresentação do mágico, ou qualquer outro lugar, desde que oculta ao público. O “servante” auxilia o mágico que pode pegar ou colocar ítens ali sem que o público veja o que está acontecendo.

EXPERT NA MESA DE CARTEADO

Título Original:Expert at the Card Table

Subtítulo: “Um tratado da ciência e da arte da manipulação de cartas”

Autor: S. W. Erdnase

Ano de Publicação: 1902

Sobre o Livro: O livro supõe-se haver ser escrito para trapaceiros, uma vez que está recheado de artíficios, como falsos embaralhamentos,  falsos cortes, falsas entregas, empalmes, e demais ruques. No entanto possui uma seção destinada a truques de mágica. Este livro é considerado até hoje como um dos mais importantes e influentes livros de cartomagia já escritos.

Uma curiosidade a respeito desa obra coincide no fato de seu autor, Erdnase, permanecer ainda hoje uma incógnita. mas sobre isso trataremosem um outro post.

ESTRADA REAL PARA A MÁGICA COM CARTAS

Título Original:The Royal Road to Card Magic

Autores: Jean Hugard & Fred Braue

Ano de Publicação: 1949

Sobre o Livro: Este livro surgiu como um facilitador para o entendimento do livro “Expert Card Techique” (Técnicas de Cartas de Experts), escrito nove anos antes também por Hugard & Braue. Este livro ensina alguns dos  métodos utilizados pelos maiores cartomágicos da época: Charlie Miller, Dai Vernon, Theo Annemann, Bert Allerton, Tenkai, Gerald Kaufman, entre outros. Como era um livro que demandava grande habilidade e perícia técnica, Hugard & Braue decidiram escrever um novo livro, dessa vez ensinando os passos básicos para a cartomagia.

Até hoje “The Royal Road…” é considerada por muitos estudiosos como um dos melhores livros para quem está iniciando na cartomagia.

MÁGICA MODERNA COM MOEDAS

Título Original:Modern Coin Magic

Autor: J. B. Bobo

Ano de Publicação: 1952

Sobre o Livro: Um dos mais completos livros sobre manipulação de moedas, inclui métodos tradicionais e inovações modernas. O livro ensina desde pequenos truques, até a confecção atos completos. Em 1966 J. B. Bobo acrescentou mais quatro ca´´itulos ao livro e mudou o nome para “The New Modern Coin Magic” (A Nova Mágica Moderna com Moedas).

Uma curiosidade sobre o sobrenome do autor. O bisavô de J. B. se chamava Jean Beaubeaux. Quando igrou da França para os EUA foi solicitado que mudasse seu nome para “Bobo” que é a fonética do nome original em francês.

TREZE PASSOS PARA O MENTALISMO

Título Original:Thirteen Steps to Mentalism

Autor: Tony Corinda

Ano de Publicação: 1968

Sobre o Livro: Originalmente o livro foi publicado em treze livretos separados, cada um tratando d eum aspecto diferente do mentalismo ou de uma arte análoga. Os livretos foram publicados nos seguintes anos:01-05 (1958) ; 06-11 (1959) ; 12-13 (1960).

Em 1968, Harry Clarke decidiu juntar os treze livretos sob uma mesma capa.

Existem ainda alguns outros livros de menor importância, mas que serão discutidos em um outro tópico. Qualquer informação adicional, ou correção, pode deixar escrito nos comentários que será acrescentado ou corrigido.

Abraços!

REFERÊNCIAS:

MagicPedia
http://geniimagazine.com/wiki/index.php/Main_Page

Schonenberg center for Eletronic Text & Images
http://sceti.library.upenn.edu

Via Libri
http://www.vialibri.net